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Ações estratégicas

As Coleções Biológicas da Fiocruz, inseridas no eixo de ações estratégicas do Plano Institucional de Indução em Ciência, Tecnologia a Inovação em Saúde (PCTIS), são resultado de um conjunto de iniciativas associadas à promoção da qualidade e aperfeiçoamento das condições para a excelência da pesquisa e serviços da Fundação Oswaldo Cruz. Coordenadas pela Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), elas preservam o patrimônio biológico de espécies de interesse para a saúde e para a biotecnologia, assim como as informações associadas aos espécimes e às populações de cada espécie, além de ajudarem no entendimento de padrões de mudanças da biodiversidade e de variações ocorridas em agentes patogênicos e etiológicos ao longo do tempo. Mudanças que podem ser decorrentes da dinâmica dos sistemas naturais ou de intervenções humanas sobre o ambiente.

Saiba mais na página de Coleções Biológicas.

As 31 Coleções Biológicas da Fiocruz estão divididas em quatro categorias: coleções microbiológicas, zoológicas, histopatológicas e botânicas. Elas prestam serviços de preservação, manutenção, depósito, fornecimento, caracterização e identificação taxonômica de material biológico para o desenvolvimento de pesquisa em ciência, tecnologia e inovação, e em vigilância epidemiológica, em conformidade com as normas e legislações nacionais e internacionais vigentes.

O movimento de organização e reconhecimento institucional das coleções biológicas da Fiocruz teve início em 2006, com a criação do Fórum Permanente de Coleções Biológicas da Fiocruz. A VPPCB deu continuidade a este processo, inclusive transformando o Fórum na Câmara Técnica de Coleções Biológicas da Fiocruz. Um dos resultados deste movimento é o Documento institucional para o desenvolvimento de política de coleções biológicas na Fundação Oswaldo Cruz, a partir do qual se iniciou o processo de reconhecimento institucional, formalizado por meio do Manual de Organização de Coleções Biológicas da Fiocruz e da portaria 327/2010-PR que aprova o Manual.

A meta é garantir as condições para que os serviços, os materiais biológicos e informações associadas que são ofertados pelas coleções à rede de vigilância epidemiológica, academia e indústria, sejam de qualidade. Para isso os procedimentos têm sido padronizados, com foco principal na gestão da qualidade e de dados e informações destas coleções, e assim garantir que elas também cumpram seu objetivo primário, o de repositórios da biodiversidade brasileira.

Gestão de qualidade e informação

Existe um grande esforço institucional, para a implantação do sistema de gestão da qualidade, seguindo a Norma NBR ISO/IEC 17025:2005 e o Guia de Boas Práticas para Centro de Recursos Biológicos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que inclui a Bioproteção (conjunto de medidas de segurança institucional e pessoal e de procedimentos desenvolvidos para evitar a perda, roubo, uso indevido, desvio ou liberação intencional de patógenos ou partes deles, toxinas e seus organismos produtores); e, de sistemas de gerenciamento de coleções para a gestão de dados e informação nas coleções biológicas.

Outro grande esforço institucional é dar ampla visibilidade às coleções biológicas, as quais têm página web (português e inglês) no Portal da Fiocruz com informações sobre elas, sobre os serviços prestados, contato, e com catálogo de material biológico disponível online. A visibilidade também é obtida com a integração e disponibilização das coleções biológicas por meio de vários portais internacionais, incluindo World Federation of Culture Collection (WFCC), speciesLink, Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr), Global Biodiversity Information Facility (GBIF) e Global Genome Biodiversity Network (GGBN) e Global Registry of Scientific Collections (GRSciColl).

Com base nas experiências com suas coleções microbiológicas, a Fiocruz tem se dedicado fortemente à criação do Centro de Recursos Biológicos em Saúde (CRB-Saúde), que será constituído por acervos de micro-organismos patogênicos, relacionados principalmente a doenças tropicais, ou com potencial biotecnológico na área da saúde, incluindo arqueias, bactérias, fungos, protozoários e vírus, material microbiológico diverso com valor agregado (ex. diversidade taxonômica e/ou potencial biotecnológico e/ou epidemiológico) e informação associada de qualidade. O CRB-Saúde Fiocruz oferecerá insumos estratégicos e serviços com padrões de eficiência e qualidade reconhecidos internacionalmente para a comunidade científica, indústria e o Sistema Único de Saúde (SUS), de forma a propiciar sustentabilidade para inovações biotecnológicas na área da saúde, permitindo desenvolvimento tecnológico e produção de biocompostos para diagnóstico, vacinas e medicamentos, além de garantir a preservação da diversidade microbiana do país.

O CRB-Saúde Fiocruz vem preencher uma lacuna fundamental para que o Brasil se posicione de forma competitiva no mercado mundial de recursos biológicos e que tenha maior autonomia para desenvolver suas políticas relacionadas à saúde. A sua implantação se coaduna com a atual política do Governo (Plano Brasil Maior – PBM e Política para o Desenvolvimento Competitivo – PDC) de estruturação de uma rede de coleções de culturas e de CRB (Decreto nº 6041 de 8 de fevereiro de 2007).

Este CRB fará parte da Rede Brasileira de CRBs (Rede CRB-Br) que está sendo estruturada no âmbito do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, sendo financiada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Este projeto é coordenado pela Fiocruz com a participação da Embrapa, Unicamp, Banco de Células do Rio de Janeiro, Inmetro, INPI, CRIA, SBM. Tem como objetivo a consolidação da infraestrutura da Rede CRB-Br, visando atender as demandas por material biológico autenticado e certificado e serviços especializados de forma a promover a inovação tecnológica no país.

Veja a lista completa de Coleções Biológicas da Fiocruz

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