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07/06/2017

Radis analisa o impacto da transposição do Rio São Francisco


No sertão, nada é apenas o que parece: o solo ressequido também dá boas cacimbas; um dia nublado com um céu de chumbo, em vez de assustar, fica “bonito pra chover”; e aquela vegetação exuberante pode ser somente a “seca verde”, fenômeno que ocorre quando as chuvas são mal distribuídas — até muda a paisagem, mas não significa um bom inverno. 

No sertão, um rio é mais do que um rio. O São Francisco, 2.700 quilômetros de extensão, virou mito, música, poema, novela, negócio. Com o início das obras de transposição, em 2007, teve o seu curso alterado para abastecer o semiárido nordestino. O plano polêmico, agora batizado oficialmente de Projeto de Integração do Rio São Francisco, percorre 477 quilômetros, divide opiniões, modifica a geografia e afeta a vida dos moradores da região.

Em março, o primeiro trecho da obra, que corresponde ao Eixo Leste, foi entregue com direito à dupla inauguração: uma oficial, com o presidente Michel Temer, e a outra popular, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dias depois, Radis esteve no sertão de Pernambuco, fronteira com a Paraíba. O percurso de nossa reportagem começa em Sertânia, exatamente na barragem de Campos - a maior das quatro construídas no município, a 314 quilômetros do Recife -, com os pés banhados pelo Velho Chico. É um volume d’água de encher os olhos de qualquer nordestino. Mas essa abundância tem um preço: as obras deixaram muitas marcas na população e o projeto fez crescer o interesse do agronegócio e dos setores industriais. Enquanto isso, a água, esse bem público, ainda não chegou nas torneiras. No sertão, nada é apenas o que parece.

A leitura completa da reportagem pode ser feita no site da revista Radis

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