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08/01/2018

Projeto com participação da Fiocruz Minas recebe prêmio Les Étoiles de l’Europe

Premiados no palco

Keila Maia / Fiocruz Minas

Um projeto desenvolvido por 16 grupos de pesquisa, entre eles o de Helmintologia e Malacologia Médica da Fiocruz Minas, foi contemplado com o troféu Les Étoiles de l’Europe (As Estrelas da Europa), concedido pelo Ministério da Educação Superior, Pesquisa e Inovação da França. A premiação é destinada às melhores iniciativas financiadas, nos últimos 3 anos, por uma comissão europeia que custeia estudos desenvolvidos por pesquisadores da Europa, juntamente com parceiros de países em desenvolvimento. O projeto, denominado A-ParaDDise- Anti-Parasitic Drug Discovery in Epigenetics, foi premiado dentro da categoria Menção de Ciência Aberta, concorrendo com mais de 50 iniciativas.

Concluído em fevereiro deste ano, o projeto teve por objetivo encontrar enzimas essenciais para a sobrevivência dos parasitos Schistosoma mansoni, Trypanosoma cruzi, Leishmania brasiliensis e Plasmodium, sendo assim bons alvos de drogas e que pudessem ser inibidas por compostos desenvolvidos pelo própria equipe do projeto, visando erradicar esses parasitos.

“Há enzimas que fazem modificações epigenéticas no DNA, ou seja, alteram a expressão dos genes, podendo aumentá-la ou diminuí-la. Dessa forma, produzimos compostos específicos para as enzimas modificadoras de histonas, fazendo testes in vitro e in vivo para verificar a eficácia nos quatro parasitas”, explica Marina Mourão, coordenadora do projeto na Fiocruz Minas.

Além da atividade dos compostos, os pesquisadores testaram ainda a disponibilidade e a estabilidade deles, bem como a toxidade nos hospedeiros. O trabalho foi finalizado com a indicação de alguns compostos promissores que, agora, poderão passar à fase pré-clínica.

O A-ParaDDise é um desdobramento de uma parceria iniciada em 2011, financiada pelo EU Research and Innovation Programme, dando origem ao projeto SetTReND, que tinha como foco identificação de compostos líderes apenas para o Schistosoma mansoni. O diferencial do A-ParaDDise foi incluir outros parasitas e parceiros.

“Foi um trabalho que durou seis anos e demandou muito empenho e o envolvimento de muita gente. Nós conseguimos cumprir todas as metas e até ir além”, contou Marina.

A cerimônia de premiação aconteceu no dia 4 de dezembro, no Museu do Quai Branly Jacques Chirac, em Paris, durante o lançamento da 5ª edição do Forum Horizon 2020, que vai selecionar novos projetos para financiamento. O AParaDDise esteve representado pelo coordenador-geral do projeto, Raymond Pierce, do Instituto Pasteur-Lille, que recebeu o prêmio.

“Desde então, fomos contatados por pesquisadores e instituições que pretendem participar da seleção da nova chamada. Isso significa que, além do reconhecimento, a premiação poderá abrir novas portas”, destaca Marina.

Desde então, fomos contatados por pesquisadores e instituições que pretendem participar da seleção da nova chamada. Isso significa que, além do reconhecimento, a premiação poderá abrir novas portas - Marina Mourão/Fiocruz Minas

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