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26/12/2017

OMS renova título de referência regional do IOC para rubéola e sarampo


Por: Lucas Rocha (IOC/Fiocruz)*

A rubéola e a síndrome da rubéola congênita foram consideradas eliminadas no Brasil e nos demais países das Américas em 2015. No ano seguinte, a região também se livrou do sarampo. Para manter essas conquistas, frutos de um esforço conjunto, pesquisadores de diversos países atuam firmemente em estratégias de vigilância, monitoramento e prevenção. A experiência do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) nessas atividades é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1995, quando o Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo foi designado referência regional para os agravos no âmbito da América do Sul. Após uma série de avaliações, o Laboratório teve o título renovado pela entidade em 2017.

“A avaliação positiva reflete o empenho de uma equipe dedicada ao suporte técnico e científico para a rede de laboratórios que colaboram com a OMS na América do Sul. O reconhecimento reforça nosso compromisso em responder às necessidades em sarampo e rubéola de países que enfrentam diferentes situações e realidades em relação às duas doenças”, ressaltou Marilda Siqueira, chefe do Laboratório do IOC. A equipe desenvolve atividades de epidemiologia molecular, diagnóstico diferencial e avaliação das estratégias de controle. Além disso, realiza estudos sobre genótipos de sarampo e de rubéola para identificar os caminhos da transmissão viral. Enquanto referência no tema, o Laboratório recebe amostras clínicas de casos suspeitos ou confirmados das duas doenças, e contribui com o conhecimento científico por meio de consultorias e treinamentos em apoio a diversos países sul-americanos. O Laboratório também atua em referência de nível nacional junto ao Ministério da Saúde.

O reconhecimento foi avaliado pelos auditores Miguel Norman Mulders, coordenador da Rede de Laboratórios da OMS, e Gloria Rey, consultora regional da Rede de Laboratórios da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). Realizada a cada quatro anos, a auditoria considera uma série de aspectos, incluindo o desempenho da equipe, a aplicação de metodologias preconizadas pela OMS, infraestrutura, procedimentos operacionais padrão (POPs) e critérios de biossegurança. “Um dos maiores desafios para a manutenção do título de referência é facilitar o processo de recebimento e envio de amostras biológicas para outros países”, pontua Marilda, parabenizando toda a equipe envolvida nas atividades.

A OMS conta com três laboratórios de referência internacional para rubéola e sarampo, localizados nos Estados Unidos, Inglaterra e Japão. Atuam como referência regional nas Américas, o Brasil, representado pelo IOC, e o Canadá.

Veja também a retrospectiva 2017 do Instituto Oswaldo Cruz

*Edição: Raquel Aguiar

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