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Lançada nova edição das Diretrizes para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero


12/07/2017

Por: Juliana Xavier (IFF/Fiocruz)

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Com o objetivo de orientar os profissionais que atuam na prevenção do câncer do colo do útero, com foco na detecção precoce, o Ministério da Saúde (MS) em parceria com o Inca e sob a coordenação do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) lançaram, em 2016, a segunda edição das Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero. Essa publicação visa auxiliar o processo de identificação de pessoas aparentemente saudáveis que podem estar sob maior risco de doença. “O IFF foi convidado a coordenar todo o processo de elaboração das diretrizes, o que incluiu a definição do escopo de aplicação, reunião de especialistas revisores e demais interessados no assunto, a conciliação das evidências disponíveis na literatura, debate dos fundamentos teóricos e recomendações, consolidação dos textos e construção dos fluxogramas decisórios, coordenação do processo de consulta pública, finalização do texto e entrega para editoração e publicação pelo Inca. Na segunda edição esse processo durou cerca de 24 meses e envolveu mais de 60 profissionais”, explicou Fábio Russomano, diretor do IFF e coordenador das duas edições das diretrizes.

Especificamente, a publicação se destina a orientar os profissionais envolvidos na linha de cuidado para a prevenção do câncer do colo do útero, desde seu rastreamento, incluindo a identificação das lesões precursoras, até as condutas após os resultados anormais, para confirmação diagnóstica, tratamento e acompanhamento após o tratamento. “Essas diretrizes não são regras que se aplicam universalmente, pois nunca serão contempladas todas as situações, cenários de prática e características e valores dos usuários dos serviços. Apesar de preverem a maioria das situações, as decisões de maior impacto para a vida dos indivíduos e buscarem a maior efetividade e eficiência dos procedimentos, não devem substituir o julgamento médico, profissional que deve usá-las considerando a força de cada recomendação e, sempre que necessário, sua adaptação para aplicação em pacientes individuais”, enfatizou Fábio Russomano.

Para Fábio Russomano, além da aplicação clínica, essas diretrizes são a base para o estabelecimento de políticas públicas, planejamento em saúde, remuneração de procedimentos, treinamento dos profissionais e estabelecimento de critérios de qualidade dos serviços e estratégias de melhoria. “O texto traz recomendações que interessam às mulheres e a profissionais da Atenção Básica e da Média Complexidade, além de gestores em saúde, agentes financeiros e demais fornecedores de insumos e equipamentos. Tem abrangência em todo país e possibilidade de aplicação em outros países com cenários semelhantes ao nosso, especialmente de idioma português”.

Além de integrantes do Comitê Gestor e equipes revisoras, participaram das discussões virtuais e oficina presencial representantes do Comitê de Especialistas para o Fortalecimento das Ações de Prevenção e Qualificação do Diagnóstico e Tratamento dos Cânceres do Colo do Útero e de Mama.

Conheça a edição.

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