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Fiocruz Piauí: História

Foto antiga mostra homens sentados embaixo de uma tenda

Entre 1912 e 1913, os pesquisadores Arthur Neiva e Belisário Penna passaram nove meses viajando pelo sertão brasileiro, na famosa expedição científica que lançou luz ao flagelo da seca, da fome e da miséria no interior do país. Nascia, então, o primeiro contato da Fiocruz — naquela época, ainda Instituto Oswaldo Cruz —, com o Piauí.

Na viagem pelo sul do estado, os cientistas fizeram um amplo levantamento da flora e da fauna, do quadro de doenças e das condições de vida das populações locais. Registraram, entre tantas outras coisas, a abundância da maniçoba, a profusão das ferroadas por escorpiões — “ali denominados lacraus” —, a boa qualidade da “carne verde” e do leite, a presença brutal do tracoma, os rastros das violentas guerras entre famílias poderosas na região.

Engenho de cana em Caracol, Piauí, 1912. Foto: Acervo COC/Fiocruz

Décadas mais tarde, foram vestígios dos homens pré-históricos que fizeram pesquisadores de Manguinhos retornarem ao estado. Conjunto de sítios arqueológicos com pinturas e gravuras rupestres, o Parque Nacional Serra da Capivara foi palco de pesquisas no campo da paleopatologia, da paleoparasitologia e da bioarqueologia. Esses estudos contribuíram na análise das evidências sobre as migrações transpacíficas pré-históricas para a América do Sul e foram conduzidos pela Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) a partir dos anos 1970, contribuindo inclusive para o surgimento da Fundação Museu do Homem Americano, em São Raimundo Nonato.

Na década de 1990, a atuação da Fiocruz no estado prosseguiu com atividades de ensino, por meio da cooperação interinstitucional para a formação de doutores na área da Medicina Tropical. Nessa cooperação, que envolveu o Instituto de Doenças Tropicais Nathan Portella, destacam-se estudos sobre micoses profundas, incluindo a paracoccidioidomicose e a criptococose, entre outras patologias, como a doença de Chagas.

Em 2008, nasceu o projeto para a criação de uma unidade da Fiocruz no Piauí. A iniciativa é fruto do programa Mais Saúde, do governo federal, que busca melhorar a gestão da saúde pública em localidades que ainda não contam com a atenção básica.

Foi montado um Grupo de Trabalho (GT) para propor diretrizes e ações. Em 2014, começaram as atividades do escritório da Fundação em Teresina, com o início dos cursos de mestrados. Atualmente, o Escritório Técnico Regional da Fiocruz Piauí funciona nas instalações do Núcleo Regional do Ministério da Saúde, em Teresina.

A consolidação do escritório da Fiocruz no estado do Piauí, que está sob coordenação da Vice-Presidência de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz, tem sido projetada de forma a contribuir para a solução dos principais problemas de saúde da região e na melhoria da qualidade de vida da população, atuando de forma efetiva no desenvolvimento econômico e tecnológico, em atenção às políticas de desconcentração da pesquisa e formação de recursos humanos, promovidas pelo Governo Federal.

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