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Evolução histórica

Foto da antiga sede da Fazenda Engenho Novo

Até o século 19, a planície de Jacarepaguá era basicamente ocupada por engenhos de cana-de-açúcar. Entre as propriedades, destacava-se a Fazenda do Engenho Novo, onde foi erguido, no século 18, um grande e emblemático aqueduto de alvenaria sobre pilares de pedra, destinado a mover a roda d’água na moagem de cana e ao abastecimento local.

Em 1912, o governo federal desapropriou a Fazenda do Engenho para construir a Colônia Juliano Moreira. Entretanto, alguns de seus monumentos exemplares foram preservados. Entre eles, o aqueduto, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além da Casa Grande e a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, tombadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).

Em 1924, a CJM era inaugurada como macro-hospital público federal para doentes mentais crônicos. O hospital-colônia representava uma alternativa do governo para tratamento e custódia dos pacientes, em substituição aos hospícios do século 19. Ao mesmo tempo em que os mantinha distantes dos centros urbanos, onde eram rejeitados, o novo modelo abria espaço para o trabalho agrícola, seu principal instrumento terapêutico.

Em 1987, o Movimento pela Reforma Psiquiátrica propôs humanizar os hospitais e acabar com a internação dos pacientes mentais. Seu lema era “Por uma sociedade sem manicômios”. No ano seguinte, com a constituição do Sistema Único de Saúde (SUS), começou o processo de municipalização da Colônia.

No início da década de 1990, no apogeu do Movimento Antimanicomial no Brasil, surgiu a proposta de desmembramento da área territorial da CJM. Em 1995, estudos buscaram integrá-la à malha urbana do Rio, culminando com sua divisão, no ano 2000, em seis grandes setores. A União ofereceu o Setor 1 à Fiocruz, para implantação do CFMA.  

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