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18/03/2016

Diversas atividades marcam a semana de luta contra a tuberculose na Fiocruz


Fonte: Informe Ensp

Notificando cerca de seis milhões de novos casos e levando a óbito mais de um milhão de pessoas por ano em todo o mundo, a tuberculose preocupa cada dia mais. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos mundiais da doença. A incidência de tuberculose resistente a medicamentos agrava ainda mais esse tenebroso cenário. O que não se pode esquecer é que essa doença tem cura e seu tratamento é gratuito em toda a rede pública do Brasil. Pensando em estratégias de sensibilização e difusão de informações, o Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF/Ensp/Fiocruz) – instituição nacional de referência do SUS para tuberculose e outras pneumopatias –, em parceria com demais unidades da Fiocruz, programou uma semana de atividades em alusão ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado em 24/3. A semana contempla palestras, exibição de documentários, exposição e iluminação especial no Castelo da Fiocruz, localizado no campus Manguinhos.

Como lembrou o chefe do Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF), Otávio Porto, há muitos anos o Centro, tradicionalmente, integra-se nessa luta propondo atividades de promoção da saúde e prevenção do adoecimento, que é uma de suas missões institucionais. Ele falou ainda sobre a importância da participação de trabalhadores da saúde e também da sociedade em geral na discussão desse tema tão antigo, porém ainda emergente: “Esse é um importante debate, sobretudo no que se refere aos princípios já consagrados na Constituição Brasileira de 1988. Na luta contra a tuberculose, só a bandeira da justiça social, com o exemplo da participação cidadã, é capaz de nos levar à vitória”, defendeu Porto.  

Iluminação especial em Manguinhos

O Castelo da Fiocruz - prédio de estilo neomourisco, intitulado oficialmente Pavilhão Mourisco ou prédio Central da Fiocruz - ficará vermelho na semana de 21 a 27/3, acompanhando e marcando ainda mais o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. A cor vermelha, associada à Luta Contra a Tuberculose, remonta a uma decisão da International Union Against Tuberculosis and Lung Diseases(The Union) que padronizou a representação gráfica da cruz dupla em vermelho com fundo amarelo, utilizado desde 1920. Em 2002 foi eliminado o fundo amarelo e a insígnia re-estilizada, mantendo-se a cruz vermelha. A cruz de barra dupla, ou a Cruz de Lorena, é um antigo símbolo cristão e foi proposta pelo médico francês Gilbert Sesiron como símbolo internacional da luta contra a tuberculose em 1902, durante a Conferência Internacional sobre Tuberculose, realizada em Berlim. A motivação de Sesiron foi dar a representação de cruzada ao combate contra a tuberculose.

A iluminação do Castelo é de responsabilidade do Departamento de Patrimônio Histórico da Casa de Oswaldo Cruz (DPH/COC/Fiocruz). A integrante do DPH, Ana Maria Marques, explicou que o sistema funciona com película de iluminação cênica e é composto de 20 refletores, dois nas laterais e 18 na frente do Castelo. Essa iluminação especial passou a acontecer a partir do ano de 1994, depois de um processo de restauração, coordenado pelo DPH/COC. A iluminação tradicional do monumento foi concebida visualmente por Ney Matogrosso e projetada com apoio da General Eletric (GE).

Outra iniciativa que compõe a semana comemorativa é a exibição de vídeos sobre tuberculose em todas as televisões que integram o circuito de informações internas da Fundação: a WebTV Fiocruz, que é de responsabilidade da Coordenação de Comunicação Social da Presidência.  

Painéis retratam um século de Tuberculose
A exposição itinerante Imagens da Peste Branca, cujo objetivo é mostrar por meio de painéis informações sobre a tuberculose a partir do século 19, ficará no hall do Núcleo Estadual do Rio de Janeiro do Ministério da Saúde (Nerj/MS), a partir de 21/3, às 10h. Nos painéis, estão registrados os primeiros passos da Liga Brasileira contra a Tuberculose, criada em 1900; a utilização do pneumotórax; a vacina BCG na década de 1920; e o Preventório Dona Amélia. A exposição apresenta também a saúde pública como uma questão nacional, e o início da responsabilidade do Estado frente à tuberculose. Ela ainda traz painéis que detalham os tratamentos quimioterápicos da época no Brasil, as criações artísticas e a doença na década de 1980. Essa exposição circula em diferentes unidades da Fiocruz e outras instituições em diversas regiões do país desde 1983.

Durante toda a semana, trabalhadores do Nerj/MS e integrantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES) contarão também com outras ações, como debates, exibição de documentários sobre tuberculose e a distribuição de material informativo sobre a doença. 

Serviço

Exposição Imagens da Peste Branca
Local: Nerj - Rua México, número 128, Centro, Rio de Janeiro
Valor: gratuito
Data: 21 a 28 de março de 2016
 

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