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Desafio Trinity: Fiocruz debate ciência da informação e dados

07/06/2021

Javier Abi-Saab (Agência Fiocruz de Notícias)

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“Dados e informação serão fundamentais para entender a dinâmica dos processos de redução de desigualdade na saúde e estabelecer melhores políticas públicas e arranjos institucionais para responder e evitar próximas crises, ao mesmo tempo em que contribuímos ao aprimoramento do Sistema Única de Saúde [SUS]”, afirmou Nísia Trindade nesta segunda-feira (7/9), durante o evento organizado pelo Desafio Trinity com a temática Oportunidades em ciência da informação e análise de dados em saúde pública. Além da presidente da Fiocruz, o evento também contou com a participação de Dame Sally, presidente do Trinity Challenge e ex-médica chefe da Inglaterra; Evaldo Vilela, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Brasil; e Rafael Lozano, professor da Universidade de Washington.

Trindade enfatizou a missão da Fiocruz de desenvolver pesquisas para produzir conhecimento relevante para a saúde em múltiplas áreas, desde a biomédica até as ciências sociais. A articulação destes dados tão diversos é sem dúvida um dos principais desafios da área de análise de dados, mas certamente trata-se de uma articulação possível capaz de impactar positivamente nas políticas públicas em saúde. Para Nísia, “chegou o momento em que é necessário enfrentar a mãe das desigualdades: a iniquidade de conhecimento, inovação e produção de base”. A presidente da Fiocruz destacou duas iniciativas, entre muitas, em que a Fundação está aprimorando seus aportes na produção e compartilhamento de dados: o Observatório Covid-19, o qual produz informação para a ação; e o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), cuja missão é a condução de estudos e pesquisas multidisciplinares baseados na integração de bases de dados.

Em outra destacada intervenção do painel, Rafael Lozano, professor da Universidade de Washington, enfatizou que vivemos na época dos dados onde os algoritmos guiam o mundo. “Covid-19 não é a primeira doença na era digital, mas é a mais digital de todas as pandemias que temos vivido”. Para o professor, essa é uma ferramenta que precisamos saber aproveitar, sem a necessidade de interferir na privacidade das pessoas. “Precisamos encorajar mais aos governos para que trabalhem com dados e assim nos preparar melhor para as próximas pandemias e desafios para a saúde”, disse Lozano. Segundo ele, os setores público e privado devem investir mais na coleção e compartilhamento, assim como assumir a responsabilidade de traduzir dados e ciência em políticas públicas.

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