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Covid-19: OMS autoriza uso emergencial da vacina de Oxford/AstraZeneca


18/02/2021

Pamela Lang (CCS)

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) autorizou, na segunda-feira (15/2), o uso emergencial da vacina desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Até o momento, apenas duas vacinas têm essa autorização da OMS: AstraZeneca e Pfeizer/BioNTech. A autorização da OMS incluiu também as vacinas produzidas pelo Instituto Serum na Índia, produtor do qual a Fiocruz já importou dois milhões de vacinas prontas.

“Esta é uma excelente notícia, porque é um reconhecimento internacional da qualidade da vacina que estamos produzindo na Fiocruz e um passo fundamental para o enfrentamento global da pandemia de forma igualitária, a partir do consórcio da Covax Facility”, comenta a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

A autorização da OMS era um pré-requisito para iniciar a distribuição das vacinas pela Covax Facility, iniciativa liderada pela própria Organização para um enfrentamento igualitário da pandemia que permitirá o acesso de países mais pobres aos imunizantes. 

Com baixo custo, larga capacidade global de fornecimento, possibilidade de armazenamento e transporte em temperatura de 2-8º C, eficácia geral de 82% e alta proteção já na primeira dose (76%), com intervalo longo (três meses) entre as duas doses recomendadas, a vacina da AstraZeneca tem sido considerada uma das mais estratégicas para o enfrentamento global da pandemia.

Essas vantagens foram avaliadas em artigo publicado na revista The Lancet na última sexta-feira (12/2). Segundo os pesquisadores, o controle do vírus no mundo não vai se dar apenas tendo vacinas licenciadas, mas será fundamental que elas sejam produzidas em larga escala, tenham baixo custo e possam ter distribuição igualitária entre os países. O estudo levantou as características de 26 vacinas Covid-19 e seu potencial de sucesso para se pensar uma estratégia global de enfrentamento. Foram avaliados fatores como níveis de eficácia, regime de doses, requisitos para armazenamento, custo, capacidade de produção em 2021 e estoque reservado para países de baixa e média renda. 

Na última sexta-feira (12/2), a Fiocruz deu início à produção de um lote de 400 mil doses de pré-validação para garantia de adequação do processo de produção. A liberação do primeiro lote de um milhão de vacinas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS) está prevista para a semana de 15 a 19 de março. Em março, serão entregues, no total, 15 milhões de doses da vacina. A produção será escalonada ao longo dos primeiros meses para que sejam entregues 100,4 milhões de doses até julho e mais 110 milhões ao longo do segundo semestre. 

No dia 10 de fevereiro, o Comitê Consultivo de Vacinas Covid-19 (Sage, na sigla em inglês) do OMS já havia recomendado a vacina com indicação de duas doses, considerando um intervalo de oito a 12 semanas entre elas, e apontando sua segurança para adultos de 18 anos ou mais, incluindo idosos.

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