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03/12/2019

Carlile Lavor participa da Semana de Saúde Coletiva promovida pela UFC


O coordenador da Fiocruz Ceará,  Carlile Lavor, participou na última sexta-feira (29/11), da Semana de Saúde Coletiva, promovida pelo Departamento de Saúde Comunitária e  Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Universidade Federal do Ceará (UFC).

A atividade faz parte das comemorações dos 60 anos de criação do Instituto de Medicina Preventiva (IMEP) e os 25 anos do PPG em Saúde Pública da UFC. Carlile apresentou a Fundação Oswaldo Cruz no Ceará como âncora do Pólo Industrial e Tecnológico da Saúde (PITS) e os principais projetos e atividades desenvolvidos na Fiocruz.
Entre eles, o projeto pioneiro de saúde digital do idoso. A Plataforma Saúde Digital do Idoso funciona em smartphones, tem duas interfaces (profissional e cuidador) e é a primeira tecnologia desenvolvida no Brasil, que fornece um conjunto de elementos e informações de forma sistêmica permitindo a integração entre médicos e/ou enfermeiros e paciente/cuidador, especialmente de idosos dependentes.

Outro destaque foi a Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família - RENASF que atua formando lideranças para a Estratégia de Saúde da Família (ESF) e para o Sistema Único de Saúde tendo como foco a atenção primária, por meio de mestrados profissionalizantes e agora, do doutorado em Saúde da Família da RENASF, aprovado nesta quinta-feira, pela CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, fundação do Ministério da Educação. Aprovado com conceito 4, em uma escala de 1 a 5, o doutorado é o único, em rede, aprovado em saúde no país. 

Carlile também falou sobre o projeto wolbachia, nome da bactéria que impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam no mosquito Aedes aegypti. O método aplicado com sucesso em 28 bairros do Rio de Janeiro também será desenvolvido no Ceará pelos pesquisadores da Fiocruz. A bactéria será inserida nos mosquitos e depois eles serão multiplicados e soltos na natureza, gerando assim, outros mosquitos sem a capacidade de desenvolver os vírus.  A pesquisa tem apoio do Governo do Estado do Ceará.

A Fiocruz também desenvolve importante projeto na área de imunologia. A Plataforma de Desenvolvimento de Anticorpos e nanocorpos atua na área de engenharia de proteínas para a geração de insumos de base bitecnológica aplicados a terapêutica e/ou diagnosticos de doenças. Uma das linhas de pesquisa, desenvolvida em parceria com a Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará, trata de estudos com anticorpos de camelídeos (entre os quais as lhamas estão incluídas). Estudos comprovam que os anticorpos destes animais são mais resistentes à variação de temperatura e reconhecem de forma mais eficiente diferentes antígenos.
As pesquisas com nanocorpos de lhamas buscam o uso dos imunobiológicos no tratamento de doenças autoimunes, neurodegenerativas e inflamatórias, além de auxiliar no diagnóstico e pesquisa sobre doenças humanas e agropecuárias. A Fiocruz é a única instituição brasileira com pesquisas nessa área, que foram iniciadas na Fiocruz Rondônia.
 

Sobre  o IMEP

O IMEP foi criado em 1959 com o objetivo de chamar a atenção para a necessidade de se propor um sistema de saúde mais inclusivo e um ensino médico com práticas inovadoras, que não fossem centradas apenas no diagnóstico e no tratamento de doenças, mas também na promoção e na prevenção de enfermidades.
O departamento foi extinto em 1969 pela Ditadura Militar, mas semeou ideias e ideais transformadores na UFC e no Ceará, além dr contribuir com o surgimento de outros órgãos e movimentos, como o Departamento de Higiene e Medicina Preventiva, Departamento de Saúde Comunitária, Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva e a Pós-Graduação em Saúde Pública [na UFC].

 

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